Jogo do Poder
Anteontem, primeiro dia deste 2009, tomaram posse os novos prefeitos e vereadores por todo o País. Chamou-me atenção, dentre todos os noticiados, o ocorrido em Belo Horizonte, capital das Minas Gerais, onde o Presidente da Câmara, eleito por unanimidade, deu posse ao novo prefeito, um seu vizinho de cela nos porões da ditadura. E aqui, na minha Cidade, onde me encontro de férias, tive a grata satisfação de ver um meu ex-aluno de pós-graduação, (Walfrido) Salmito Filho, pessoa da mais alta qualificação, moral e intelectual, assumir a presidência da Câmara Municipal, e dar posse, para o seu segundo mandato, a uma contrariada prefeita, de quem lembro também raivosa nos seus tempos de política estudantil. E se naqueles tempos o ódio se voltava contra a opressão política, ao que parece, agora, ele se devia à ineficácia de seu poder opressor, pois havia unido forças ao governador do estado para eleger um presidente do partido deste último, e não do seu, que é o do atual presidente. Vejam só: nossa prefeita quis ter sucesso do modo que, em sua primeira eleição, seus opositores não obtiveram. Sim, ela era a candidata oficial do partido, sem contar com apoio do todo-poderoso e muito popular Presidente da República, do mesmo partido, que apoiava abertamente seu principal opositor, assim como as demais lideranças mais populares do estado. É, ao que parece, desse ponto de vista, a Câmara Municipal de Fortaleza é bem representativa de seus Munícipes, em sua rebeldia a imposições injustas - ou, pelo menos, injustificadas – por parte de detentores do poder.
P.S.: nos dias que se seguiram, presenciamos nossa prefeita inconformada com sua derrota, fazendo acusações infundadas e ressentidas, agindo assim com menos fair play do que tiveram os que hoje a apóiam, quando por ela foram derrotados – arroubos finais de juventude.
Sindicação
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